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70% Dos jovens empreendedores acreditam que novas tecnologias ajudam nas vendas, mas só 50% as adotam na prática, revela pesquisa do SPC BRASIL.

Falta de tempo é alegado por mais de um terço dos jovens empreendedores que não usam ferramentas e processos inovadores no dia a dia. CNDL lança portal para fomentar inovação nas empresas

17/08/16 11h09
Site CNDL

Imagem da internet

O jovem empreendedor brasileiro reconhece a importância da inovação e das novas tecnologias para aperfeiçoar a gestão e impulsionar as vendas, mas muitos ainda não investem em técnicas e processos nesse sentido. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todos os Estados e no Distrito Federal, sete em cada dez entrevistados acreditam que as novas tecnologias ajudam a desenvolver negócios (70,3%) e potencializam a lucratividade de suas empresas (69,2%). Apesar dessa visão positiva, apenas 50,3% dos jovens empreendedores reconhecem já ter incorporado processos e ideias inovadoras as suas empresas, contra 49,7% de empresários que admitem não adotar essas práticas. A inovação mostra-se mais presente entre os empreendedores com formação universitária (63,1%).

Considerando os empresários que já adotaram processos e ferramenta de inovação, as mais mencionadas são as novas tecnologias para pagamento (44,3%), ferramentas para realizar vendas pela internet (34,9%) e o uso de plataformas tecnológicas para se relacionar com clientes (33,8%). De acordo com a pesquisa, 55,3% dos jovens empresários se dizem dispostos a incorporar ideias e novas tecnologias em favor de melhorias e inovação na empresa, chegando em muitos casos a adotar essa prática.

Mais de um terço dos que não promovem inovação justificam falta de tempo

A pesquisa também procurou investigar as razões e os potenciais benefícios que levam os jovens empreendedores a adotar métodos e ferramentas inovadoras. Observa-se que, entre aqueles que já incorporaram mudanças, as vantagens mais mencionadas são a possibilidade de atingir um maior número de clientes (56,9%), destacar-se frente à concorrência (36,7%) e aumentar as vendas (34,2%). A incorporação das inovações parte, principalmente, da observação da
concorrência (34,3%), de pesquisas (16,5%) e navegando pela internet (13,6%).

Já entre os que ainda não incorporaram nenhuma ideia ou processo inovador (49,7%), a principal justificativa é a falta de tempo (34,0%). Também há os que não veem necessidade de adotá-las no atual momento da empresa (14,0%) e os que não avaliam o investimento como algo que valha a pena (13,8%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, uma empresa que não busca melhorar sua performance a partir da inovação acaba colocando em risco a sustentabilidade de seus negócios no longo prazo. “Processos mais eficientes e novas tecnologias podem ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade, tornando a empresa mais competitiva. Portanto, se o empreendedor não estiver atento, em pouco tempo seu negócio pode vir a perder espaço para a concorrência”, alerta a economista.

Para Pablo Guterres, presidente da CDL Jovem, entidade ligada à CNDL que fomenta o desenvolvimento de jovens empresários, o empreendedor deve entender que o investimento em inovação tem como objetivo a racionalização de processos. “Parcela expressiva ainda se fecha para novas ideias e tecnologia, alegando falta de tempo, dinheiro ou mesmo resistência em mudar o jeito que aprendeu a gerir a empresa. É preciso mudar esse traço comportamental. Há inúmeras formas de abordar a inovação e muitas vezes ela não implica necessariamente em grandes custos”, explica Guterres.

Jovens empresários priorizam ferramentas de relacionamento com clientes

A pesquisa também mapeou o uso de ferramentas tecnológicas no dia a dia das empresas e descobriu que os jovens empreendedores priorizam as que facilitam a interação com outras pessoas, como redes sociais (83,3%) e programas de mensagens instantâneas (79,9%). Em contrapartida, aplicativos de venda e geolocalização (29,3%), plataformas de educação à distância (32,4%), serviços de compartilhamento de vídeos (35,1%) e programas de armazenamento na nuvem e de partilha de arquivos (45,4%), ainda apresentam baixo índice de utilização.

Para manter-se informados, os jovens empreendedores se utilizam, sobretudo, da internet (41,9%) e das redes sociais (31,5%), além da conversa com outros profissionais do setor (26,6%). O aplicativo de troca de mensagens WhatsAppp (51,9%) é a principal ferramenta de comunicação que os jovens empreendedores usam para o relacionamento com clientes, ficando à frente de perfis corporativos nas redes sociais (41,2%) e de anúncios no Facebook (26,9%).

Para a economista Marcela Kawauti, “além de possibilitar acesso a um vasto contingente de informações, a internet é o referencial maior em termos de inovação, pois nela as tendências podem ser detectadas com agilidade, bastando que o empresário consulte suas fontes preferidas. Além disso, o investimento financeiro para fazer uso do meio é baixo, o que facilita ainda mais a adesão”.
CNDL lança o projeto ‘Inova Varejo’

Como 78,3% dos jovens empreendedores têm interesse em novas tecnologias para acelerar o crescimento de suas empresas, a CDL Jovem, entidade ligada à CNDL que fomenta o empreendedorismo, decidiu lançar um projeto nacional na internet para disseminar informações sobre ferramentas e aplicativos inovadores de baixo custo para empresários que atuam no comércio e no ramo de serviços. É o portal Inova Varejo. “O portal quer ajudar o jovem empresário e identificar na inovação um instrumento de valor e de ganho de competividade, melhorando o desempenho da empresa, a diminuição de custos e o aumento das margens de lucro”, explica Guterres.

Com o ‘Inova Varejo’, a CDL Jovem testou mais de 300 ferramentas inovadoras que impulsionam a performance e a gestão dos varejistas. A seleção foi baseada em três pilares: a fácil usabilidade, o baixo custo e a aplicação em diferentes cenários e tipos de negócios. As ferramentas foram divididas em cinco categorias de interesse do empresário:

ADMINISTRAÇÃO: Ferramentas de gestão organizacional, divididas em etapas administrativas;

ATRAÇÃO: Ferramentas que ajudam a chamar a atenção dos clientes para loja ou produtos em questão;

EXPOSIÇÃO: Ferramentas que auxiliam os lojistas a destacarem suas lojas e produtos frentes outros concorrentes do mercado;

RETENÇÃO DE CLIENTES: Ferramentas que envolvem sistema de vendas e gestão de preço;

VENDAS E PAGAMENTOS: Ferramentas que auxiliam na Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM).

As ferramentas e avaliação de cada uma delas estão no portal http://inovavarejo.org.br/

Metodologia

Foram entrevistados 788 jovens empresários residentes de todas as regiões brasileiras, com idade entre 18 e 34 anos, de ambos os sexos, e que possuem um negócio próprio. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.